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Nasceu em 1981 em São Paulo, cidade onde reside e trabalha.

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Exposições Coletivas

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2022       SAV 2022, Salão de Artes Visuais de Vinhedo, Vinhedo

               R4ch4dur4, Festivau de C4nn3$, C. Cultura Mário Quintana, Porto Alegre

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2021       Isolamento, Ateliê Ale, São Paulo

               Mov. Laterais de Afastamento e Colisão, Galeria Quarta Parede, São Paulo

               Referências, New Gallery, São Paulo

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2019      Abre Alas 15, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro

              No Dia Primeiro, No Nono Andar, Lamb Arts, São Paulo

              Reposicionamentos, New Gallery, São Paulo

              Baralho, Casa Parte, São Paulo

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2018      XXV Salão Curitibano de Artes Visuais, Curitiba

              25º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, Praia Grande

              Sobe o Sol ou a Noite Desce?, Vão Espaço de Arte, São Paulo

              Festivaudec4nn3$, galeria Aura, São Paulo

              Festival do Minuto, Troféu Minuto, World Wide Web

 

Formação

 

2003      Engenharia Mecatrônica, Escola Politécnica da USP

2009      Artes Plásticas, Escola Panamericana de Arte

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Formação Complementar (entre outros)

 

Acompanhamento de Artistas, Julie Belfer

Acompanhamento de Projetos, Nino Cais e Carla Chaim, Hermes Artes Visuais

Coleções, Patrimônio e Museus de Arte, Ana Gonçalves Magalhães, MAC-USP

Arte Contemporânea, Pedro França, MAM

Fotografia como pensamento visual, Marcia Xavier, Instituto Tomie Ohtake

A nova possibilidade oferecida por Luciana Mattioli

 

Ao ver uma obra da Luciana Mattioli achamos que sim, já conhecemos esses protagonistas. Na explicação racional, ela faz obras a partir de cenas que produz usando pedras, dados, sorvetes e outros objetos. Acreditamos que compartilhamos o mesmo mundo da artista. Mas notamos que muitas vezes o que apresenta não segue as regras com as quais estamos acostumados.

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As gotas dos sorvetes derretendo caem pra cima. Nos confundimos e achamos graça até aceitarmos esse novo mundo que a Luciana está nos oferecendo.

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Hesitantes por sermos humanos, portanto quase automaticamente desconfiados principalmente na situação do mundo atual, beiramos e flutuamos entre o racional e o imaginário. Pairamos sobre a realidade que conhecemos e a utopia que desejamos. As obras da Luciana são como uma porta de entrada possível, para quem quiser e para quem sustentar esse desejo.

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Entrar na arte é também sair do real. É entrar numa nova zona de conforto. É um outro lugar sensível.

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Quanto mais olhamos, mais percebemos que já estamos seguindo o ritmo de suas obras. Nosso corpo, respiração, postura e coração, já aceitou o convite. Um ritmo sem pressa, lento, contínuo. Adentramos inteiramente então esse novo mundo possível. Aqui, até nós não estamos sujeitos à gravidade.

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Um encantamento nos fisga e nos mantém. A artista subverte o nosso mundo real atual e traz um mundo mais acolhedor, generoso. Aqui parece que soltar e não ter controle tudo bem. Aqui conseguimos nos perder. Aqui viajamos no tempo, quando conseguíamos ser verdadeiros e sem preocupações. Aqui dá para acreditar. É o mundo dos nossos desejos.

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E os desejos, nas obras da Luciana, sempre se concretizam. Unindo o tempo a esse novo lugar que ela propõe, ela consegue que, permitindo aqui uma alteração na frase original de Camões, "[o nosso desejo] seja infinito enquanto dure."

 

Julie Belfer, 2019

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